Aquilo não devia estar acontecendo comigo. O que eu mais queria naquela hora era que uma alma bondosa aparecesse na minha frente com um guarda-chuva.
Mas ninguem apareceu. E eu fiquei ali, prestes a desabar no chão, junto com a agua que caia do céu. Até observei alguns casais de namorados passando correndo e rindo, enfim felizes. E me lembrei que eu estava parada no meio da rua encolhida e ensopada, querendo estar em casa com uma pessoa que me fizesse me sentir melhor, que eu pudesse me encostar em seu ombro e desabafar.
Naquela situação constrangedora eu tive umas recordações, de quando ele estava ao meu lado, e quando a gente não tinha pra onde ir, e ficava andando assim pela chuva. a gente so queria um lugar livre, que estivessemos sozinhos, e o resto do mundo não nos importava.
Meus pensamentos foram sacudidos por uma voz reconheçida
- Ei, porque eu sempre tenho que te salvar? - Em meio a chuva, vi um rosto conheçido, correndo na minha direção que eu estava pensando antes. Eu não consegui resistir, meu coração ainda estava em parte com ele
- Vem, sai dessa chuva. - Ele me puxou pra de baixo do guarda chuva, e eu estremeci quando minha pele tocou a dele.
É, como num conto de fadas, o principe sempre vem salvar a mocinha, mas não em uma situação constrangedora, e não tem um final feliz.
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